Não esqueçamos a criança que vive em nós

Michele

Não esqueçamos a criança que vive em nós

Hoje em Portugal não é o Dia da Criança. No país, a data é celebrada em 1º de junho, Dia Mundial da Criança. Para os nossos miúdos, o bom de uma temporada luso brasileira é que eles podem comemorar duas vezes. Aliás, os brasileiros que vivem aqui costumam celebrar duplamente todas as datas que não coincidem, como o Dia dos Namorados – aqui é 14 de fevereiro Valentine´s Day ou o Dia dos Pais – aqui é 19 de março, Dia de São José.

Pensando na coluna de hoje, resolvi refletir sobre a importância de mantermos vivas em nós algumas coisas que são de criança, que fizeram parte da nossa essência durante a infância. Isso por quê? Porque é cientificamente comprovado que o riso, a brincadeira e o bom humor ajudam a melhorar a qualidade de vida, a enfrentar situações de estresse e angústia, atuando no bom funcionamento do organismo, devido à liberação de endorfina – que faz parte do grupo dos hormônios da felicidade. Até o sistema imunológico fica fortalecido quando encaramos a vida com menos rancor e mais descontração.

Mas tendo em vista a loucura do nosso dia a dia – rotina, trabalho, contas a pagar, educação dos filhos – como lembrar de sermos crianças? Como relaxar? Quando isso não ocorre espontaneamente, precisamos nos exercitar e treinar. Por exemplo, quando a gente se vê em uma situação complicada, temos duas opções: ficar desesperado ou encarar da forma mais “leve” possível, porque estando relaxado vamos conseguir pensar e refletir sobre o caso e até, quem sabe, encontrar uma solução que antes não parecia viável. Experimente uma vez ao dia dar gargalhadas… sim, rir dos problemas! Sente com as crianças da casa e brinque simplesmente! As meninas aqui acham a maior graça quando brinco de dançar pela sala com elas – a dança fez parte da minha infância, das aulas de ballet aos ensaios do grupo de danças tradicionais gaúchas – se há uma criança em mim, ela é dançarina (risos).

Foto: arquivo pessoal

Tenho descoberto técnicas de relaxamento e de estímulo do bom humor desde que tive algumas crises de ansiedade, no período de confinamento durante a pandemia. Incorporei a brincadeira ao meu dia a dia, mesmo que seja por alguns minutos: vale ligar a um amigo para contar uma piada; vale ver um filme de comédia; vale ir a um parque de diversões… minhas filhas adoram, por exemplo, brincar de cabeleireiras e maquiadoras. Eu sou a cliente, no caso (risos). São momentos em que conseguimos “desligar” das preocupações, relaxar e ainda criar boas memórias conjuntas com os nossos filhos. Basta mostrarmos a criança que vive em nós.

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